Merlong Solano assina manifesto internacional pela flexibilização de patentes

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Manifesto apoiará a flexibilização das patentes de medicamentos, vacinas e outras tecnologias necessárias ao tratamento e prevenção do coronavírus.

Autoridades ao redor do mundo demonstram preocupação de que a vacina ou o tratamento para a Covid-19 não alcance todas as camadas da população. Essa é a motivação de um manifesto internacional que será lançado nessa sexta-feira, dia 18 de setembro, e que apoiará a flexibilização das patentes de medicamentos, vacinas e outras tecnologias necessárias ao tratamento e prevenção do coronavírus.

O deputado federal Merlong Solano (PT) assinou o documento para exigir do governo uma política voltada para as necessidades de saúde das pessoas. “Precisamos priorizar a saúde da nossa população. O lucro não pode ser mais importante que a vida da nossa gente. A pandemia da Covid-19, por exemplo, já matou mais de cento e trinta mil brasileiros. É urgente garantir o desenvolvimento de uma medicação que possa ser amplamente distribuída de forma justa”, destacou o parlamentar.

O manifesto afirma ser interesse da humanidade que o mundo trabalhe junto para desenvolver vacinas e medicamentos que possam ser produzidos em grande escala e distribuídos de forma justa. 

Dentre os pontos criticados no documento, estão os governos que minimizam a ameaça causada pelo coronavírus e colocam milhares de vidas em risco. Também se destaca negativamente a indústria farmacêutica que coloca o lucro e os interesses próprios em primeiro lugar. 

“O próprio sistema global de patentes cria barreiras para o progresso da pesquisa, patenteando métodos e instrumentos de pesquisa. Além disso, o foco da produção de conhecimento em saúde tem sido na maximização de lucros e ganhos de capital em vez de pesquisa, desenvolvimento e distribuição equitativa de medicamentos”, lembrou Merlong Solano.

Manifesto

O manifesto afirma ainda que a injustiça é global e atinge prioritariamente aqueles que são marginalizados por suas origens e renda. Apesar do rápido progresso médico e da disponibilidade de medicamentos para cura ou tratamento, milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças como tuberculose, diabetes ou malária. A OMS estima que um terço de todos os pacientes em todo o mundo não tem acesso aos medicamentos necessários com urgência, devido ao elevado preço e outros obstáculos estruturais.

O documento é de iniciativa de organizações não governamentais, como a Médico International (Alemanha), Outras Palavras (Brasil) e mais parceiros ao redor do mundo.