Deputado Merlong defende reforma que reduza desigualdades sociais

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“Cerca de 1% da população detém aproximadamente 30% de toda a renda e todo o patrimônio do nosso país”, frisa o deputado federal Merlong Solano (PT) ao defender que o Brasil faça uma Reforma Tributária capaz de diminuir as desigualdades sociais. O assunto deve entrar em pauta durante este ano no Congresso Nacional, cujos trabalhos serão iniciados na próxima segunda-feira (01).

“Nós precisamos enfrentar esse problema. Agora, de maneira emergencial, criando um imposto emergencial sobre as grandes fortunas, os super ricos, aqueles que inclusive ficaram ainda mais bilionários durante a pandemia. Mas não basta enfrentar a questão durante uma pandemia. É preciso ir à raiz do problema”, afirma Merlong.

O petista afirma que o sistema tributário brasileiro é extremamente perverso com os pobres, obrigando-os a pagar mais impostos que os ricos, na medida em que os impostos incidem mais sobre o consumo do que sobre a renda e sobre o patrimônio. “No Brasil, os super ricos praticamente não pagam impostos. A distribuição de lucros e dividendos é isenta para pessoas físicas, e, no caso de pessoas jurídicas, essa distribuição permite uma série de deduções”, explica.

Justiça tributária

O deputado faz uma avaliação da proposta que tramita atualmente no Congresso. “A simplificação é boa. O nosso sistema também é caótico pela grande quantidade de impostos, taxas e contribuições. Isso dificulta a vida dos empresários brasileiros, encarecendo todo o processo de prestação de contas e de recolhimentos dos tributos. Mas precisamos ir além”, destaca.

Para Merlong, além de simplificar e reduzir tributos, é preciso aumentar o tributo sobre a renda e sobre o patrimônio, sobre as grandes fortunas, e diminuir o imposto sobre o consumo. “Não precisa haver aumento da carga tributária. Precisa haver é justiça tributária. Só tem uma maneira: é desconcentrar o perfil da renda do nosso país através de uma carga tributária que incida mais fortemente sobre os ricos e alivie a barra sobre a classe média e os mais pobres”, defende.